Como implementar a Cultura Maker na sua IES

Cultura Maker: conceitos e aplicações para sua IE

O avanço da tecnologia e da disseminação da informação está revolucionando diversas áreas. Na educação, entre outras coisas, incentivou a criação da cultura do aprendizado, tornando o acesso ao conhecimento mais facilitado. Essa transformação trouxe, ainda, outros desdobres importantes, incluindo a Cultura Maker.

Na verdade, criar é um dos impulsos humanos mais básicos. Já na Idade da Pedra, usávamos materiais disponíveis em nosso ambiente para construir ferramentas para resolver problemas. E nos milhões de anos desde então, nunca paramos de criar e de colocar a “mão na massa” para aplicar a teoria na prática e continuar evoluindo.

A Cultura Maker está relacionada diretamente a isso. Ela incentiva os alunos a pensarem de forma inovadora, contextualizando e tangibilizando conceitos. Que tal compreender mais sobre esse tema tão relevante?

Continue a leitura e saiba mais sobre o que é e como a Cultura Maker pode ser aplicada em instituições de ensino.

O que é a Cultura Maker?

A abordagem de aprender fazendo tem precedentes na educação, incluindo a aprendizagem baseada em projetos, o construtivismo de Jean Piaget e o construcionismo de Seymour Papert.

Essas teorias têm em seu centro a importância da experiência para o real aprendizado dos alunos, tornando-os mais ativos e protagonistas desse processo. Como Piaget dizia, sob essa perspectiva, “o conhecimento é uma consequência da experiência”.

Este é um recorte do contexto que torna a Cultura Maker uma tendência nas escolas atualmente. Seu objetivo básico é que o aluno consiga entender, na prática, as teorias que aprende em sala de aula.

Com isso, a Cultura Maker tem em seus pilares estimular o aluno a “aprender fazendo”, utilizando conceitos em um contexto imersivo e experiencial.

Isso permite, também, minimizar o problema de o estudante não ver aplicação prática para certos conceitos mais abstratos, o que, por vezes, acaba o desmotivando e levando a situações de evasão. Afinal, nesse tipo de aprendizagem o conhecimento é contextualizado a uma prática de “mundo real”.

Quais os benefícios da Cultura Maker para a escola e para os alunos?

Benefícios da Cultura Maker na educação

A Cultura Maker pode proporcionar diversos benefícios aos estudantes, incluindo a vivência de novas experiências, a prática do aprendizado, desenvolvimento cognitivo e de habilidades comportamentais e sociais, entre outras.

Ainda, conforme uma pesquisa da Universidade de Stanford, os alunos que tiveram uma aprendizagem com esse enfoque prático obtiveram um desempenho 30% maior do que aqueles que foram expostos apenas a metodologias e práticas pedagógicas tradicionais.

Para a instituição de ensino, visto que as aulas passam a ser mais atrativas e participativas, há ganhos potenciais em termos de maior satisfação dos discentes, retenção de alunos e queda nas taxas de evasão escolar, por exemplo.

Além disso, essa é uma oportunidade da IE inovar e se modernizar, por meio de novas abordagens educacionais, gerando um diferencial valioso para atrair novos alunos.

Como aplicar a Cultura Maker em instituições de ensino?

Há diversas maneiras de utilizar a Cultura Maker na sua IE, desde a criação de espaços específicos, até a condução de atividades práticas em sala de aula.

A seguir, conheça algumas ideias para aplicá-la em sua instituição de ensino e obter os benefícios dessa abordagem.

1. Avalie desenvolver laboratórios e espaços maker

Nas instituições que utilizam a Cultura Maker, há um forte foco no aprendizado prático e no uso de habilidades básicas nas áreas de eletrônica, robótica, impressão 3D, codificação e, até mesmo, trabalho em metal e madeira.

Essas práticas, geralmente, são feitas em um laboratório próprio ou em um espaço maker. Nesses ambientes, diversos tipos de projetos podem ser realizados, incluindo: prototipagem, cozinha experimental, produção de roupas, marcenaria, artesanato, horta comunitária, reaproveitamento de materiais recicláveis e outros que permitam uma prática contextualizada ao aprendizado do aluno.

2. Busque o empoderamento dos alunos também em relação aos espaços maker

Para que haja o maior engajamento dos alunos, eles devem sentir-se “donos” desses espaços. Em uma sala de aula convencional pode ser difícil vencer algumas barreiras para que eles participem de forma ativa das atividades.

Possibilitar que os estudantes possam decidir e mudar a disposição das mesas e outros objetos, por exemplo, pode ajudar a estimular as interações e a colaboração entre colegas, e a criar um maior senso de pertencimento. 

3. Disponibilize superfícies nas quais os alunos possam escrever

Paredes ou mesas pintadas com tinta de lousa, quadros móveis, superfícies graváveis – esses são alguns dos recursos que também ajudam a Cultura Maker acontecer nas IEs. 

Eles estimulam a criação a todo o momento, a colaboração, a realização de brainstormings, o desenvolvimento de ideias de forma visual, entre outras coisas.

4. Utilize decoração criativa

Quando se pensa em aplicar a Cultura Maker, muitas vezes, o foco fica apenas nas atividades e na destinação de um espaço, mas a decoração também pode ajudar a impulsionar essa nova abordagem. 

Para isso, é recomendado projetar os espaços de maneira que eles inspirem a criatividade e estimulem a interação e a curiosidade dos alunos. Tanto quanto possível, envolva os estudantes neste processo. É possível, por exemplo, pintar o espaço com citações inspiradoras sugeridas pelos próprios discentes. 

5. Proponha projetos transdisciplinares relevantes

Projetos transdisciplinares na Cultura Maker

A proposta central da Cultura Maker na educação é oportunizar ao aluno criar, pesquisar, testar, imaginar, aplicar, entre outras práticas relacionadas ao seu protagonismo, autonomia, criatividade e habilidade em conectar conceitos para resolver problemas e transformar a realidade. 

Dessa forma, é possível associar as práticas Maker a alguma problemática ambiental ou social, por exemplo, o que permite que o discente perceba como seu conhecimento pode ser transformador e relevante para a sociedade e para os desafios do século XXI. 

A tecnologia também pode facilitar muitos processos e práticas da Cultura Maker, tanto de pesquisa quanto de prototipagem, desenvolvimento e apresentação de soluções. 

Mas as potencialidades da tecnologia não param por aí. Confira em nosso outro artigo como implementar o agendamento de visitas online em sua IE.